Investigados por morte de advogado no Centro do Rio conversaram sobre outros crimes em mensagens

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Em conversas interceptadas pela Delegacia de Homicídios, suspeitos falam de pelo menos sete crimes, entre homicídios e tentativas de homicídio. Em operação da polícia civil, dois PMS foram presos em flagrante por porte ilegal de arma. Investigados por participação no monitoramento e na execução do advogado Rodrigo Marinho Crespo, em fevereiro de 2024, trocaram diversas mensagens entre si conversando sobre outros crimes. Segundo a Polícia Civil, a mesma quadrilha fez mais de uma dezena de vítimas e tentou matar outras, sem sucesso. Os investigados trocaram mensagens citando crimes como a tentativa de homicídio de Adriano Maciel de Souza, o Chuca, ferido com tiros de fuzil na Avenida das Américas em 2021. Na quarta-feira (2), a Polícia Civil e o Ministério Público fizeram uma operação contra suspeitos de envolvimento na execução do advogado, assassinado no Centro do Rio de Janeiro. Dois PMS foram presos em flagrante por porte ilegal de arma. Ao todo, foram expedidos mandados de busca e apreensão contra sete pessoas. Em nota, a Polícia Militar afirmou que a Corregedoria Geral da corporação participou dos cumprimentos de mandados de busca e apreensão, e que abriu procedimentos administrativos disciplinares para cada um dos agentes investigados. Advogado Rodrigo Marinho Crespo, de 42 anos, morto a tiros no Rio. Reprodução Entre os casos citados ou referenciados nas mensagens interceptadas pela Delegacia de Homicídios da Capital, estão: Execução de Antônio Gaspazianne Mesquita em 2024 Execuções de Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinho Catiri, e Alexsandro Silva, o Sandrinho) em 2022 Tentativa de assassinato de Altamir Senna Oliveira Júnior (Mizinho) em 2023 Execução de Cristiano de Souza em 2023 Execução de Bruno Kilier Fernandes em 2023 Tentativa de homicídio de Adriano Maciel de Souza (Chuca) em 2021 Homicídio de Matheus Haddad Bittencourt Fernandes Leal em 2023 Pela morte de Marquinho Catiri, a Justiça determinou em 2024 a prisão preventiva do empresário, contraventor e atual presidente de honra de uma escola de samba, Adilson Oliveira Coutinho Filho. Carro com marcas de bala perto do lugar onde Marquinho Catiri foi morto, na Zona Norte do Rio Reprodução Ele foi indiciado pela DH como mandante do crime, e está foragido desde então. A defesa dele nega as acusações. Catiri, segundo as investigações, era ligado ao bicheiro Bernardo Bello, rival de Adilsinho. Polícia aponta o bicheiro Adilsinho como chefe da máfia do cigarro; investigações também levam à atuação como bicheiro Reprodução Procurada para falar sobre a operação de quarta-feira, a defesa de Adilsinho não quis se manifestar. "Cheiro de pólvora com sangue cru" Operação mira matadores de aluguel suspeitos da execução de advogado em 2024 Em uma das mensagens, Arthur Cássio Siqueira Leite, conhecido como Vidigal, conversa com Wanderson Ribeiro Marques Lemos, vulgo Chacal ou Anúbis. Na mensagem, Vidigal diz que chegou ao local do monitoramento da potencial vítima, e que aguardava um sinal verde do "visão", referindo-se a quem monitorava o alvo. Em seguida, diz: "Sentindo cheiro de pólvora com sangue cru já" Segundo a DH, o "visão" em questão era César Daniel Mondêgo, preso por monitorar Rodrigo Marinho Crespo. O monitoramento da vítima, no entanto, era outro: a tentativa de homicídio de Adriano Maciel de Souza, o Chuca. Ele foi ferido com tiros de fuzil na Avenida das Américas em 2021. O caso está em andamento na DH. Dono de bar é executado em Vila Isabel Segundo a Polícia, as investigações da morte de Antônio Gaspazianne Mesquita, que supostamente teria deixado de repassar o lucro de máquinas caça-níqueis para a quadrilha de Adilsinho, levaram ao quarto suspeito de monitorar Crespo: Ryan Patrick Barboza de Oliveira. Em outro diálogo, "Vidigal" e Renato Franco Lopes, o Pitbull, preso em flagrante na quarta-feira, conversam em diferentes momentos com Anubis, que também foi alvo da operação. "E aí, como ficou para amanhã, vamos montar???" "Não, mano, curte o domingo. Obrigado por tudo, meu amigo", diz Wanderson, batizado de Anúbis em uma alusão ao cachorro representado como o deus da Morte na mitologia egípcia. "Dois serviços" Rafael do Nascimento Dutra, conhecido como Sem Alma Reprodução/TV Globo No dia 4 de junho de 2023, Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma (atualmente foragido e com 5 mandados de prisão preventiva em aberto) mandou mensagens para Renato Franco, o "Pitbull", para que conversasse com "Vidigal". O objetivo: realizar dois "serviços". As investigações indicam que os dois trabalhos foram as mortes de Cristiano de Souza e do policial penal Bruno Kilier Fernandes, assassinados respectivamente nos dias 6 e 8 de junho, na Zona Oeste do Rio. A linha mais forte de investigação dos dois crimes aponta para confrontos na disputa com a máfia de cigarros controlada por Adilsinho em todo o Estado do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Ele foi alvo de operação recente da Polícia Federal. Informações de inteligência da Polícia Civil, não confirmadas, indicam que Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, foi morto pela própria quadrilha. As investigações até aqui Três homens já estão presos, são réus e irão a júri popular pela morte de Rodrigo Marinho Crespo: Leandro Machado da Silva: policial militar que, segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime. Cezar Daniel Mondego de Souza: apontado como responsável por monitorar a vítima. Tinha cargo comissionado com salário de até R$ 6 mil na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). Eduardo Sobreira Moraes: É apontado pela polícia como o responsável por seguir os passos de Rodrigo, dirigindo o carro para Cezar enquanto acompanhavam a movimentação da vítima antes do assassinato. As investigações também identificaram a atuação de Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, que usava uma motocicleta para seguir os deslocamentos do advogado. Motinha já está preso por participação em outro homicídio, ocorrido em 9 de junho de 2024, em Vila Isabel, que vitimou o comerciante Antônio Gaspazianne Mesquita.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/04/03/investigados-morte-advogado-crimes.ghtml


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